Existem vários agentes causadores de inflamação no fígado. Esta inflamação quando continuada pode deixar cicatrizes no órgão, o que chamamos de fibrose. A quantidade de cicatrizes tem relação com a gravidade da doença: quanto mais fibrose mais doente pode estar o fígado.

A avaliação da fibrose é fundamental em muitas doenças do fígado, especialmente nas hepatites virais, pois várias decisões para o tratamento dependem da gravidade de cada caso.

Até há pouco tempo a única forma de quantificar o grau de fibrose era através de realização de uma punção biópsia hepática. A biópsia do fígado continua sendo o melhor exame para avaliação da fibrose porém é um exame invasivo e por isto oferece riscos ao paciente, além de ser doloroso.

Nos últimos anos, métodos não-invasivos baseados na ultrassonografia foram desenvolvidos com a intenção de substituir a biópsia hepática. Esses métodos quantificam o grau de fibrose através da medida da rigidez do fígado, em graus que vão de 0 a 4 (classificação de Metavir). Quanto mais fibrose, mais rígido fica o órgão. O grau máximo é o que conhecemos como cirrose.

A Hepatite C é uma das principais causas de doença hepática do mundo. Ela pode, com o passar dos anos, evoluir para cirrose. Outras doenças como a Doença Hepática Gordurosa Não-Alcoólica, Hepatite B Crônica e a Doença Hepática Alcoólica também podem necessitar avaliação do grau de fibrose.

Porto Alegre é considerado município prioritário segundo o Ministério da Saúde pela alta taxa de pessoas infectadas pelo vírus da Hepatite C Crônica. Por ser um dos principais causadores de cirrose, o ministério fornece a medicação para o tratamento para os pacientes quando o grau de fibrose encontra-se do grau 2 em diante.